
Blogue de Apoio à Tese de Doutoramento em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo - Universidade de Vigo, Espanha
segunda-feira, 16 de abril de 2012
domingo, 11 de março de 2012
ANGOLA APOSTA FORTE NA PRIMEIRA CANDIDATURA DOS SEUS BENS CULTURAIS A PATRIMÓNIO MUNDIAL

Entre os monumentos e sítios históricos destacam-se Culumbimbi, conhecida como a primeira Igreja construída na África Subsariana pelos portugueses, em 1491, e a árvore secular identificada por Yala-nkuwu e envolta no mito de ser uma árvore que brota sangue, devido à coloração da sua seiva.
Na pista aeroportuária, encontra-se o túmulo da mãe do antigo rei do Congo, Ne Nvemba Nzinga, D. Mpolo, enterrada viva pelo seu próprio filho (Ne Nvemba Nzinga) por reivindicar a continuidade dos tratamentos tradicionais. "
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O INTERESSE DOS MEDIA PELO PATRIMÓNIO MUNDIAL - Secretário de Estado reafirma que Património Mundial não está em risco
À entrada para a sessão comemorativa, que decorre no Museu do Douro, o governante disse aos jornalistas que a manutenção do galardão da UNESCO não depende da construção da barragem do Tua, mas de "conseguir minimizar todos os efeitos negativos que a ela pode ter".
Quando Francisco José Viegas chegou ao museu, já algumas dezenas de representantes de várias organizações de protecção do ambiente se manifestavam contra a construção daquele aproveitamento hidroeléctrico e pela defesa do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial.
A Quercus, o Geota, a Croaget e o Partido Ecologista "Os Verdes" dispuseram cartazes onde se podia ler "Barragens afundam património. Douro Vinhateiro em risco" e "Douro Património da Humanidade. Vamos preservar e valorizar. Vamos parar a barragem do Tua".
Manuela Cunha, dirigente de "Os Verdes", aproveitou a ocasião para entregar ao secretário de Estado da Cultura uma prenda comemorativa desta data. Simboliza uma gota de água do Douro na qual se reflectem os seus socalcos, uma gota que "Os Verdes" não pretendem que se transforme numa lágrima do Douro pela perda da classificação.
De recordar que, na passada quarta-feira, veio a público um relatório da ICOMOS, uma associação de profissionais da conservação do património e órgão consultivo do comité da UNESCO, em que alertava para a possibilidade de o Alto Douro Vinhateiro perder o estatuto de Património Mundial, por causa da construção daquele aproveitamento hidroeléctrico.
Pinto, Eduardo (2011, Dezembro 13). Secretário de Estado reafirma que Património Mundial não está em risco. Extraído em 13 de Dezembro do sítio web do Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Vila%20Real&Concelho=Peso%20da%20R%E9gua&Option=Interior&content_id=2184051
sábado, 10 de dezembro de 2011
O INTERESSE DOS MÉDIA NAS QUESTÕES DO PATRIMÓNIO; O TESTEMUNHO DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO À IMPORTÂNCIA DA SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO
Governo "não admite" perder classificação do Alto Douro como Património da Humanidade outorgado pela UNESCO em 2001, sem contudo pôr em causa a construção da barragem do Tua.
Secretário de Estado da Cultura no Parlamento
Governo "não admite" perder classificação do Alto Douro
"A única coisa que o Governo não admite é perder a classificação de Património Mundial da Humanidade”, declarou Francisco José Viegas, rejeitando que esteja em causa “parar ou não a barragem” de Foz-Tua.
O governante, que intervinha num debate de urgência no Parlamento pedido pelo PEV, assinalou que já tinha chamado a atenção publicamente para vários aspectos suscitados pelo documento da ICOMOS, grupo técnico da Unesco, cujas recomendações foram divulgadas esta semana pelo PÚBLICO.
“A nossa posição é a seguinte: não podemos desmentir os factos incontestáveis do relatório, assumimos que poderia ter sido evitada esta situação se o anterior Governo tivesse acomodado sugestões dos organismos da Cultura, nomeadamente da Direcção Regional de Cultura e do IGESPAR”, referiu.
No entanto, durante o debate, o Bloco de Esquerda (BE) acusou o Governo de “contradições que preocupam” sobre este tema, depois de o secretário de Estado das Florestas, Daniel Campelo, ter dito que a construção da barragem “não” implica a perda da classificação. “O país tem condições para parar a barragem? O país não tem é condições para ter este Plano Nacional de Barragens. O que o país não pode suportar é isto. Cabe a este Governo parar este plano e parar a barragem do Tua”, defendeu a deputada bloquista Catarina Martins.
Lusa (2011, Dezembro 9). Governo "não admite" perder classificação do Alto Douro. Extraído em 10 de Dezembro de 2011 do sítio web do Jornal O Público: http://www.publico.pt/Cultura/governo-nao-quer-perder-classificacao-do-alto-douro-como-patrimonio-da-humanidade-1524394
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Conferências, Colóquios e Cursos relacionados com o Património Mundial;Comunicação Institucional entre organizações públicas e privadas emtorno do Património Mundial
O Alto Douro Vinhateiro assinala, no próximo dia 14 de Dezembro , 10 anos sobre a sua classificação pela UNESCO como Património Mundial. Para celebrar esta data, a Estrutura de Missão do Douro e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e a Comunidade Intermunicipal do Douro, com um conjunto de personalidades e outras instituições, organizam um programa evocativo e de debate, que se inicia a 14 de Dezembro de 2011 e se prolongará durante o ano de 2012.
Para mais informações em:http://www.ccr-norte.pt/pagina.php?p=640
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O INTERESSE DOS MEDIA PELO PATRIMÓNIO MUNDIAL - Ainda a questão da construção da Barragem do Tua

Governo admite rever todo o processo face aos riscos da construção da barragem no Tua
O objectivo do Governo de José Sócrates era avançar para a concessão de dez barragens (ver mapa), mas os concursos para Pinhosão e Almourol ficaram desertos. Três projectos ficaram nas mãos da EDP: Foz do Tua, Fridão e Alvito, as duas últimas com conclusão prevista para 2016.
A Iberdrola ficou com quatro barragens (Padroselos, Daivões, Alto Tâmega e Gouvães), a concluir apenas em 2018. E, dois anos antes, espera-se que termine Girabolhos, concessionada pela também espanhola Endesa.
O INTERESSE DOS MÉDIA PELA TEMÁTICA DO PATRIMÓNIO MUNDIAL - DOURO 10 Anos de Património Mundial

sábado, 3 de dezembro de 2011
Centro Histórico do Porto celebra 15 Anos de Estatuto como PatrimónioMundial
domingo, 27 de novembro de 2011
O QUE DIZEM OS MÉDIA SOBRE A ELEIÇÃO DOS NOVOS BENS IMATERIAIS CULTURAIS PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE
Canção Mariachi foi um dos bens incluídos na Lista do Património Mundial Cultural Imaterial da UNESCO, findo o VI Comité desta organização que se reuniou este fim-de-semana em Bali, na Indonésia.
Ritual de índios, fado e música mariachi se tornam patrimônio
Expressões musicais como o fado, de Portugal, e os grupos mariachis, do México, foram incluídas neste domingo na lista de "herança cultural imaterial da humanidade" pela Unesco, braço da ONU para a cultura e a educação. Dois dias antes, a organização havia divulgado também uma lista de manifestações típicas intangíveis que devem ser "urgentemente protegidas", incluindo um ritual de um povo indígena brasileiro, voltado para "manter a ordem social e cósmica".
O yaokwa é a principal cerimônia do calendário ritual dos enawenê-nawê, povo indígena cujo território tradicional fica no noroeste do Mato Grosso. Outras diversas expressões musicais, culturais e rituais foram inseridas na lista da Unesco de patrimônio intangível, entre eles um ritual agrícola de replantio de arroz realizado em Hiroshima, Japão; o saber dos xamãs de Yuruparí, na Amazônia colombiana; uma procissão de cavaleiros realizada na República Tcheca; a peregrinação a um santuário inca do Peru; e um típico teatro de sombras chinês.
A lista está sendo divulgada pelo Twitter da Unesco (twitter.com/unescoNow), que acompanha em tempo real a reunião da agência da ONU em Bali, Indonésia. O encontro se encerra na próxima terça-feira. Ao se tornar patrimônio da humanidade, essas expressões ganham apoio para sua preservação.
Em Portugal, na expectativa da inclusão do fado na lista de patrimônio imaterial, já estavam agendados eventos comemorativos e um grande show, na próxima sexta-feira, numa das principais salas de espetáculos de Lisboa, o Coliseu, com os principais fadistas do país.
Terra (2011, Novembro 27), Ritual de índios, fado e música mariachi se tornam patrimônio. Terra. Extraído em 27 de Novembro de 2011 de: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5490907-EI294,00-Ritual+de+indios+fado+e+musica+mariachi+se+tornam+patrimonio.html
O QUE DIZEM OS MÉDIA SOBRE A ELEIÇÃO DO FADO COMO NOVO BEM PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE
Fado declarado Património Imaterial da Humanidade
(Em actualizaçção) - A Unesco declarou o Fado como Património Imaterial da Humanidade, em Bali, na Indonésia.
O Comité Internacional da UNESCO, constituído por 24 países, anunciou, este domingo, em Bali, na Indonésia, o Fado como Património Imaterial da Humanidade.
O antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes lançou a ideia de candidatar o fado a Património Imaterial da Humanidade e escolheu os fadistas Mariza e Carlos do Carmo para embaixadores da candidatura.
A candidatura foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Municipal de Lisboa no dia 12 de Maio de 2010 e apresentada publicamente na Assembleia Municipal, no dia 1 de Junho, tendo sido aclamada por todas as bancadas partidárias.
No dia 28 de Junho de 2010, foi apresentada ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e formalizada junto da Comissão Nacional da UNESCO. Em Agosto desse ano, deu entrada na sede da organização, em Paris.
A candidatura portuguesa foi considerada como exemplar pelos peritos da UNESCO, tal como o Paraguai e Espanha.
Jornal de Notícias (2011, Novembro 27). Fado declarado Património Imaterial da Humanidade. Extraído em 27 de Novembro do sítio do Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=2151770
O QUE DIZEM OS MÉDIA SOBRE A ELEIÇÃO DO FADO COMO NOVO BEM PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE
O fado já é património mundial
A OPINIÃO DIFUNDIDA NOS MÉDIA ACERCA DO PATRIMÓNIO E A IMPORTÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO DA UNESCO PARA A SUA UNIVERSALIDADE E DISTINÇÃO

O fado já não é só nosso
Hoje a UNESCO declara o fado como Património Imaterial da Humanidade.
O que isso significa em termos económicos? O Outlook foi à Tasca do Chico, no Bairro Alto, e depois ligou para Bali, na Indonésia, para responder a essa pergunta.
É preciso dizer que seria precisa uma catástrofe para que o fado não fosse este domingo declarado Património Imaterial da Humanidade. É verdade que o VI Comité Inter-Governamental da UNESCO, que analisa e decide sobre as candidaturas, está desde quinta-feira reunido em Bali, na Indonésia, mas também é verdade que o mesmo comité já distinguiu a candidatura portuguesa como "exemplar" - prenúncio de que o fado vai mesmo receber o título. Silêncio - vamos saber o que o país ganha com isso.
À boa maneira portuguesa poder-se-ia dizer que só por termos chegado até aqui já somos vencedores. Mas no meio do fado não se brinca. O que a candidatura portuguesa pretendeu sempre foi a distinção maior - a de "herança cultural intangível", que lhe permite figurar ao lado do flamenco (2009) e do tango (2010) como património do mundo. A candidatura começou a ser pensada pelo então presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, e é hoje defendida com o mesmo empenho por António Costa. Afinal, estamos também a falar da canção de Lisboa.
Essa que se canta às segundas-feiras na Tasca do Chico, no Bairro Alto. E que atira qualquer Beyoncé ou Britney para o fundo da tabela de vendas - em 2009, os quatro artistas que mais venderam em território nacional eram portugueses. E dois eram fadistas. Mariza e Ana Moura dividiram os primeiros lugares com Tony Carreira e Pedro Abrunhosa. E provaram, como outros antes e depois delas, que o fado em Portugal é um bom negócio.
Como prova também a lista de discos de ouro e de platina da Associação Fonográfica Portuguesa - que parece assaltada por fadistas. Só Mariza tem 25 discos de platina em 2010 (conquistados pelos discos "Fado em Mim", "Fado Curvo", "Transparente", "Concerto em Lisboa", "Fado Tradicional" e "Terra"). Também lá estão Amália (com um disco de ouro por "Coração Independente"), Ana Moura com três de platina (por "Para além da saudade")ou Carlos do Carmo (com um disco de platina por "Fado Maestro").
E é por isto, porque o fado é um bom negócio e está em vias de tudo menos de desaparecer, que a candidatura desta canção portuguesa a património mundial não vai trazer qualquer tipo de apoio financeiro ao país. A partir de Bali, o musicólogo e membro da comissão de candidatura Rui Vieira Nery, explica: "Há três programas. O primeiro, que é aquele a que o fado concorreu, é o da lista representativa de património imaterial da Humanidade. O segundo é o da lista de géneros culturais em risco de desaparecimento. O terceiro é o da lista de género com pedidos de apoio à UNESCO. O fado, não correndo riscos de desaparecer, candidatou-se à primeira lista e por isso não irá receber dinheiro da UNESCO".
Então o que é que se ganha? "Vamos ganhar uma exposição pública internacional que é o meio mais valioso que podemos ter. No domingo todos os grandes jornais, revistas e televisões vão estar a falar da candidatura do fado. E isso tem um valor económico em termos de reconhecimento de marca, se quisermos, enorme. Haverá consequências económicas desta candidatura, não há dúvidas", diz Rui Vieira Nery. Victor Gonçalves, vereador pelo PSD na Câmara de Lisboa, e que acompanhou o processo iniciado por Pedro Santana Lopes, também não duvida: "Esta candidatura projecta o país de forma evidente e clara. Será óptimo para o turismo - haverá um movimento de procura que significará um enriquecimento óbvio dos artistas e das casas de fado".
Na Tasca do Chico, o Chico (Francisco Gonçalves) também tem a certeza de que a UNESCO vai dar muito ao fado e ao país. "Vai dar prestígio a um país que está em baixo. Vai trazer mais turistas às casas de fado". Raquel Tavares, uma daquelas jovens fadistas que canta há mais de dez anos, vê mais longe: "O fado está a crescer desde há 15 anos mas ainda tem muito para crescer. Ainda há mercados onde não chegámos. E esta distinção vai ajudar nisso. Vamos chegar a esses mercados com o selo da UNESCO. Vamos chegar à América Latina, por exemplo, e por causa do selo de Património Imaterial da Humanidade as pessoas vão receber-nos sem grandes resistências".
E é isto: nada disto é triste. A menos que o mundo gire ao contrário, o fado vai receber o selo de qualidade da UNESCO. O que é que vai mudar? Ninguém sabe exactamente (o Chico garante que na sua casa, nada), mas toda a gente acredita que será para melhor. E que na hora da consagração toda a gente vai fazer barulho. O barulho da alegria. Porque nada disto é triste, apesar de tudo isto ser fado.
Marques, Ângela (2011, Novembro 27). O Fado já não é Nosso. Hoje a UNESCO declara o fado como Património Imaterial da Humanidade. Jornal Económico. Extraído em 27 de Novembro do sítio web do Jornal Económico: http://economico.sapo.pt/noticias/o-fado-ja-nao-e-so-nosso_132260.html