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domingo, 11 de março de 2012

ANGOLA APOSTA FORTE NA PRIMEIRA CANDIDATURA DOS SEUS BENS CULTURAIS A PATRIMÓNIO MUNDIAL


Angola é dos poucos países que ainda não possui qualquer bem na World Heritage List da UNESCO. Apesar deste país lusófono ter ratificado a Convenção para a Proteção do Património Mundial em 1991, só por uma vez apresentou um Lista Indicativa com bens a classificar, em 1996, mas pelas grandes dificuldades, sobretudo políticas, vividas neste país, nunca estiveram reunidas condições para candidaturas de sucesso.
Mas ao que parece o presente, ao contrário do passado, mostra-se mais optimista e o governo de José Eduardo dos Santos encontra-se finalmente empenhado em preservar e destacar o património cultural angolano na senda internacional, passando à prática o que se comprometeu a fazer quando em 2009, num Fórum da UNESCO que se realizou em Sevilha, o Instituto Nacional do Património Cultural de Angola apresentou a Paisagem Cultural de Tchitundu Hulu, na província do Namibe, o Corredor do Kwanza (Luanda-Kwanza Norte) e o Centro Histórico e Arqueológico de Mbanza Congo como candidatas a Património da Humanidade.
Este último bem, o centro histórico da cidade de Mbanza Congo, foi notícia no Jornal de Angola, numa reportagem que reitera a vontade das autoridades angolanas em ver o seu património classificado pela UNESCO:

"A cidade de Mbanza Congo, capital da província do Zaire, é uma região com potencialidades culturais e uma história recheada de factos. Por essa razão, Angola está a desenvolver uma campanha para que o acervo da província seja valorizado e Mbanza Congo considerada património da humanidade pela UNESCO.
Entre os monumentos e sítios históricos destacam-se Culumbimbi, conhecida como a primeira Igreja construída na África Subsariana pelos portugueses, em 1491, e a árvore secular identificada por Yala-nkuwu e envolta no mito de ser uma árvore que brota sangue, devido à coloração da sua seiva.
Na pista aeroportuária, encontra-se o túmulo da mãe do antigo rei do Congo, Ne Nvemba Nzinga, D. Mpolo, enterrada viva pelo seu próprio filho (Ne Nvemba Nzinga) por reivindicar a continuidade dos tratamentos tradicionais. "

Silvina, Kayila (2012, Março 11). Zaire e as suas Histórias. Extraído em 11 de Março do sítio web do Jornal de Angola


Outras fontes utilizadas neste post:

UNESCO (2012). State Parties: Angola: http://whc.unesco.org/en/statesparties/ao
AngoNotícias (2009, Julho 3). Angola mostra candidaturas a Património da Humanidade: http://www.angonoticias.com/Artigos/item/22845

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O INTERESSE DOS MEDIA PELO PATRIMÓNIO MUNDIAL - Secretário de Estado reafirma que Património Mundial não está em risco



O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, reafirmou, esta quarta-feira de manhã, no Peso da Régua, que "não está em risco a classificação" do Alto Douro Vinhateiro, que cumpre 10 anos de Património Mundial.

À entrada para a sessão comemorativa, que decorre no Museu do Douro, o governante disse aos jornalistas que a manutenção do galardão da UNESCO não depende da construção da barragem do Tua, mas de "conseguir minimizar todos os efeitos negativos que a ela pode ter".

Quando Francisco José Viegas chegou ao museu, já algumas dezenas de representantes de várias organizações de protecção do ambiente se manifestavam contra a construção daquele aproveitamento hidroeléctrico e pela defesa do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial.

A Quercus, o Geota, a Croaget e o Partido Ecologista "Os Verdes" dispuseram cartazes onde se podia ler "Barragens afundam património. Douro Vinhateiro em risco" e "Douro Património da Humanidade. Vamos preservar e valorizar. Vamos parar a barragem do Tua".

Manuela Cunha, dirigente de "Os Verdes", aproveitou a ocasião para entregar ao secretário de Estado da Cultura uma prenda comemorativa desta data. Simboliza uma gota de água do Douro na qual se reflectem os seus socalcos, uma gota que "Os Verdes" não pretendem que se transforme numa lágrima do Douro pela perda da classificação.

De recordar que, na passada quarta-feira, veio a público um relatório da ICOMOS, uma associação de profissionais da conservação do património e órgão consultivo do comité da UNESCO, em que alertava para a possibilidade de o Alto Douro Vinhateiro perder o estatuto de Património Mundial, por causa da construção daquele aproveitamento hidroeléctrico.

Pinto, Eduardo (2011, Dezembro 13). Secretário de Estado reafirma que Património Mundial não está em risco. Extraído em 13 de Dezembro do sítio web do Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Vila%20Real&Concelho=Peso%20da%20R%E9gua&Option=Interior&content_id=2184051

sábado, 10 de dezembro de 2011

O INTERESSE DOS MÉDIA NAS QUESTÕES DO PATRIMÓNIO; O TESTEMUNHO DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO À IMPORTÂNCIA DA SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO



Governo "não admite" perder classificação do Alto Douro como Património da Humanidade outorgado pela UNESCO em 2001, sem contudo pôr em causa a construção da barragem do Tua.



Secretário de Estado da Cultura no Parlamento

Governo "não admite" perder classificação do Alto Douro

O secretário de Estado da Cultura afirmou hoje que “a única coisa que o Governo não admite é perder a classificação” do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, garantindo que o Governo irá “acomodar” as recomendações da Unesco.

"A única coisa que o Governo não admite é perder a classificação de Património Mundial da Humanidade”, declarou Francisco José Viegas, rejeitando que esteja em causa “parar ou não a barragem” de Foz-Tua.
O governante, que intervinha num debate de urgência no Parlamento pedido pelo PEV, assinalou que já tinha chamado a atenção publicamente para vários aspectos suscitados pelo documento da ICOMOS, grupo técnico da Unesco, cujas recomendações foram divulgadas esta semana pelo PÚBLICO.
“A nossa posição é a seguinte: não podemos desmentir os factos incontestáveis do relatório, assumimos que poderia ter sido evitada esta situação se o anterior Governo tivesse acomodado sugestões dos organismos da Cultura, nomeadamente da Direcção Regional de Cultura e do IGESPAR”, referiu.
No entanto, durante o debate, o Bloco de Esquerda (BE) acusou o Governo de “contradições que preocupam” sobre este tema, depois de o secretário de Estado das Florestas, Daniel Campelo, ter dito que a construção da barragem “não” implica a perda da classificação. “O país tem condições para parar a barragem? O país não tem é condições para ter este Plano Nacional de Barragens. O que o país não pode suportar é isto. Cabe a este Governo parar este plano e parar a barragem do Tua”, defendeu a deputada bloquista Catarina Martins.
Também a deputada do PEV Heloísa Apolónia notou que há consequências que não se podem minimizar e que “há impactos severos” que são “irreversíveis”. “Os senhores têm o poder na mão para parar aquele crime, se não estão a servir exclusivamente a EDP, iguaizinhos ao Governo anterior”, vincou a deputada ecologista.

Lusa (2011, Dezembro 9).
Governo "não admite" perder classificação do Alto Douro. Extraído em 10 de Dezembro de 2011 do sítio web do Jornal O Público: http://www.publico.pt/Cultura/governo-nao-quer-perder-classificacao-do-alto-douro-como-patrimonio-da-humanidade-1524394

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Conferências, Colóquios e Cursos relacionados com o Património Mundial;Comunicação Institucional entre organizações públicas e privadas emtorno do Património Mundial

DOURO PATRIMÓNIO MUNDIAL. 10 ANOS PASSADOS, 10 ANOS FUTUROS

O Alto Douro Vinhateiro assinala, no próximo dia 14 de Dezembro , 10 anos sobre a sua classificação pela UNESCO como Património Mundial. Para celebrar esta data, a Estrutura de Missão do Douro e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e a Comunidade Intermunicipal do Douro, com um conjunto de personalidades e outras instituições, organizam um programa evocativo e de debate, que se inicia a 14 de Dezembro de 2011 e se prolongará durante o ano de 2012.

Para mais informações em:http://www.ccr-norte.pt/pagina.php?p=640

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O INTERESSE DOS MEDIA PELO PATRIMÓNIO MUNDIAL - Ainda a questão da construção da Barragem do Tua


Perda da classificação de Património Mundial não é admitida

Governo admite rever todo o processo face aos riscos da construção da barragem no Tua


O Governo não descarta a hipótese de rever todo o processo de construção da barragem de Foz Tua e garante que a única coisa que neste momento não é admitida é a possibilidade de a UNESCO vir a retirar a classificação de Património Mundial do Alto Douro Vinhateiro.

"Tem que ser uma decisão muito ponderada e assumida em bloco, e o Governo pondera analisar e avaliar toda a situação." Foi com estas palavras que o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, se referiu ontem à possibilidade de travar o projecto de construção da polémica obra, durante uma entrevista à RTP Informação. Questionado sobre se o Governo admitia a possibilidade de fazer parar a obra, Viegas foi taxativo: "A única coisa que o Governo não admite é perder a classificação."

Deixando claro que falava em nome do Governo, o secretário de Estado da Cultura respondia assim aos diversos organismos que durante o dia de ontem pediam a suspensão das obras, reagindo à divulgação pelo PÚBLICO de um documento da UNESCO que aponta para um "impacto irreversível" com a construção do empreendimento hidroeléctrico.

Reconhecendo que o relatório – que chegou ao Governo português já em Agosto, mas que foi mantido em confidência – "aponta riscos, irregularidades e danos", Viegas deixou também que claro que a situação é melindrosa e que ele próprio já havia alertado para a mesma na Assembleia da República.

"Tudo isto se teria evitado", disse ainda, "se tivessem sido ouvidos os organismos da cultura, designadamente o Igespar e a delegação regional da Cultura do Norte." Dirigiu também duras críticas à actuação do Governo de José Sócrates. "O projecto foi aprovado quando o cimento era tudo. Foi uma decisão apressada que marcou o Governo anterior", acusou, deixando entender que está agora a ser feito um esforço para tentar adaptar o projecto para reduzir ao mínimo o impacto paisagístico.

Neste sentido, também a EDP informou que estão a ser feitas alterações, a cargo de Eduardo Souto Moura. A contratação deste prestigiado arquitecto tinha sido anunciada já no início de Novembro, deduzindo-se que terá sido já uma consequência do relatório, que era então desconhecido.

Chuva de críticas

A divulgação do documento desencadeou ontem uma chuva de críticas à barragem e ao risco que comporta para a classificação da UNESCO para a região. O partido Os Verdes agendou já para amanhã um debate parlamentar sobre a matéria, recorrendo à prerrogativa de agendamento potestativo, e exigiu também a ida ao Parlamento do secretário de Estado da Cultura.

O Bloco de Esquerda exigiu a suspensão da obra, dizendo que é "uma completa leviandade" e "um projecto ruinoso", o mesmo acontecendo com as organizações ecologistas Quercus e GEOTA. "Esperamos que o Governo procure pesar se é mais importante para o país o Douro como Património Mundial ou a barragem do Tua", disse à Lusa uma representante da Quercus, Susana Fonseca, enquanto o presidente do GEOTA, João Joanaz de Melo, reforçava a ideia de que, "do ponto de vista da política energética, a obra é perfeitamente inútil".

Também a associação dos empresários de turismo do Douro manifestou a sua preocupação face ao risco para a classificação da paisagem do Alto Douto Vinhateiro. "Nós defendemos o património, claramente", disse o presidente da associação, José António Fernandes, igualmente citado pela Lusa. A favor da obra, só mesmo presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo, para quem "agora que já estão em obra e que a paisagem está escavada é que vêm pôr em causa o empreendimento".

Objectivo é aproveitar 70% da potência hídrica nacional

A barragem da Foz do Tua, que começou a ser construída este ano e tem entrada em actividade prevista para 2015, é um dos oito empreendimentos que constam do Plano Nacional de Barragens com "elevado potencial hidroeléctrico".

Na altura em que lançou o novo plano, em 2007, o objectivo anunciado pelo Governo era elevar o aproveitamento da potência hídrica para a produção de electricidade dos actuais 46% para 70% em Portugal.

Em causa está diminuir a dependência energética do exterior, nomeadamente as importações de gás natural utilizado na produção de electricidade, e reforçar o peso de energias renováveis no contexto nacional. Aliás, as barragens de tipo reversível, como é o exemplo de Foz do Tua, servem também como uma espécie de "armazenamento" para uma parte da energia produzida pelas eólicas, quando essa não está a ser consumida.Situada próxima da confluência entre os rios Tua e Douro, Foz do Tua é a barragem que tem prevista uma maior produção de energia (350 GWh por ano). Não é, no entanto, o maior investimento: aponta-se para a aplicação de 339 milhões de euros pela EDP em Foz do Tua, num plano com um total de 1,9 mil milhões (excluindo Padroselos).

O objectivo do Governo de José Sócrates era avançar para a concessão de dez barragens (ver mapa), mas os concursos para Pinhosão e Almourol ficaram desertos. Três projectos ficaram nas mãos da EDP: Foz do Tua, Fridão e Alvito, as duas últimas com conclusão prevista para 2016.

A Iberdrola ficou com quatro barragens (Padroselos, Daivões, Alto Tâmega e Gouvães), a concluir apenas em 2018. E, dois anos antes, espera-se que termine Girabolhos, concessionada pela também espanhola Endesa.

Sequeira, Inês e Augusto Moreira, José (2011, Dezembro 8). Governo admite rever todo o processo face aos riscos da construção da barragem no Tua. Extraído em 9 de Dezembro de 2011 do sítio do Jornal O Público: http://www.publico.pt/Local/governo-admite-rever-todo-o-processo-face-aos-riscos-da-construcao-da-barragem-no-tua-1524294

O INTERESSE DOS MÉDIA PELA TEMÁTICA DO PATRIMÓNIO MUNDIAL - DOURO 10 Anos de Património Mundial

A versão on-line do jornal O Público apresenta uma extensa edição em cobertura fotográfica comemorativa do décimo aniversário da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Natural da Humanidade - foi a 13 de Dezembro de 2001 que o Comité do Património, reunido em assembleia-geral na cidade de Helsínquia inscreveu este bem português na restrita lista do Património Mundial.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Centro Histórico do Porto celebra 15 Anos de Estatuto como PatrimónioMundial


15 anos de Património Mundial

O Centro Histórico do Porto foi classificado como Património Cultural da Humanidade no dia 4 de dezembro de 1996. A área abrangida pela classificação é constituída pelas freguesias da Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória.

Para celebrar o aniversário da classificação da UNESCO, o Grupo de Reflexão e de Intervenção Cívica do Centro Histórico do Porto promove uma visita guiada e a Associação Infante D. Henrique uma conferência.

Numa altura em que o Centro Histórico do Porto celebra mais um aniversário da sua classificação, pela UNESCO, como Património Imaterial Mundial da Humanidade, uma visita guiada vai dar a conhecer a zona histórica aos mais curiosos.


O percurso, orientado por António José dos Santos Silva, vai levar os inscritos pela Igreja de São Francisco, Casa do Infante, Postigo do Carvão e Ponte das Barcas, num passeio pedestre pontuado por explicações das histórias dos locais.

O evento, organizado pelo Grupo de Reflexão e de Intervenção Cívica do Centro Histórico do Porto, acontece no sábado, dia 3 de dezembro, e o ponto de encontro é o Largo de São Francisco, às 11h00. O percurso terá a duração aproximada de uma hora.

Também a Associação Infante D. Henrique - Associação para o Desenvolvimento do Centro Histórico do Porto, organiza, no dia 3 de dezembro, uma Conferência de Comemoração do 15.º Aniversário da Classificação do Centro Histórico do Porto como Património Mundial da UNESCO. O auditório do Palácio da Bolsa vai ser o palco da conferência, que decorre entre as 14h15 e as 17h00, e vai contar com personalidades como Rui Moreira, Hélder Pacheco, Rodrigo Fragateiro e Manuela Galhardo, da Comissão Nacional da UNESCO.

JPN (2011, Dezembro 2). Centro Histórico celebra 15 anos de Património Mundial. Extraído em 3 de Dezembro de 2011 do sítio do JornalismoPortoNet: http://jpn.icicom.up.pt/2011/12/02/centro_historico_celebra_15_anos_de_patrimonio_mundial.html

domingo, 27 de novembro de 2011

O QUE DIZEM OS MÉDIA SOBRE A ELEIÇÃO DOS NOVOS BENS IMATERIAIS CULTURAIS PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

Canção Mariachi foi um dos bens incluídos na Lista do Património Mundial Cultural Imaterial da UNESCO, findo o VI Comité desta organização que se reuniou este fim-de-semana em Bali, na Indonésia.


Ritual de índios, fado e música mariachi se tornam patrimônio


Expressões musicais como o fado, de Portugal, e os grupos mariachis, do México, foram incluídas neste domingo na lista de "herança cultural imaterial da humanidade" pela Unesco, braço da ONU para a cultura e a educação. Dois dias antes, a organização havia divulgado também uma lista de manifestações típicas intangíveis que devem ser "urgentemente protegidas", incluindo um ritual de um povo indígena brasileiro, voltado para "manter a ordem social e cósmica".

O yaokwa é a principal cerimônia do calendário ritual dos enawenê-nawê, povo indígena cujo território tradicional fica no noroeste do Mato Grosso. Outras diversas expressões musicais, culturais e rituais foram inseridas na lista da Unesco de patrimônio intangível, entre eles um ritual agrícola de replantio de arroz realizado em Hiroshima, Japão; o saber dos xamãs de Yuruparí, na Amazônia colombiana; uma procissão de cavaleiros realizada na República Tcheca; a peregrinação a um santuário inca do Peru; e um típico teatro de sombras chinês.

A lista está sendo divulgada pelo Twitter da Unesco (twitter.com/unescoNow), que acompanha em tempo real a reunião da agência da ONU em Bali, Indonésia. O encontro se encerra na próxima terça-feira. Ao se tornar patrimônio da humanidade, essas expressões ganham apoio para sua preservação.

Portugal e Brasil
No caso do Brasil, já havia 18 bens nacionais inscritos na lista do Patrimônio Mundial da Unesco. Entre o patrimônio imaterial, dedicado a tradições orais, cultura e a arte populares, línguas indígenas e manifestações tradicionais, estão as Expressões Orais e Gráficas dos Wajãpis do Amapá e o Samba de Roda do Recôncavo Baiano.

Em Portugal, na expectativa da inclusão do fado na lista de patrimônio imaterial, já estavam agendados eventos comemorativos e um grande show, na próxima sexta-feira, numa das principais salas de espetáculos de Lisboa, o Coliseu, com os principais fadistas do país.


Terra (2011, Novembro 27), Ritual de índios, fado e música mariachi se tornam patrimônio. Terra. Extraído em 27 de Novembro de 2011 de: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5490907-EI294,00-Ritual+de+indios+fado+e+musica+mariachi+se+tornam+patrimonio.html

O QUE DIZEM OS MÉDIA SOBRE A ELEIÇÃO DO FADO COMO NOVO BEM PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE


Fado declarado Património Imaterial da Humanidade



(Em actualizaçção) - A Unesco declarou o Fado como Património Imaterial da Humanidade, em Bali, na Indonésia.

O Comité Internacional da UNESCO, constituído por 24 países, anunciou, este domingo, em Bali, na Indonésia, o Fado como Património Imaterial da Humanidade.

O antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes lançou a ideia de candidatar o fado a Património Imaterial da Humanidade e escolheu os fadistas Mariza e Carlos do Carmo para embaixadores da candidatura.

A candidatura foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Municipal de Lisboa no dia 12 de Maio de 2010 e apresentada publicamente na Assembleia Municipal, no dia 1 de Junho, tendo sido aclamada por todas as bancadas partidárias.

No dia 28 de Junho de 2010, foi apresentada ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e formalizada junto da Comissão Nacional da UNESCO. Em Agosto desse ano, deu entrada na sede da organização, em Paris.

A candidatura portuguesa foi considerada como exemplar pelos peritos da UNESCO, tal como o Paraguai e Espanha.

Jornal de Notícias (2011, Novembro 27). Fado declarado Património Imaterial da Humanidade. Extraído em 27 de Novembro do sítio do Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=2151770


O QUE DIZEM OS MÉDIA SOBRE A ELEIÇÃO DO FADO COMO NOVO BEM PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL DA HUMANIDADE

Foto O Público
Decisão aprovada

O fado já é património mundial


A notícia acaba de chegar via SMS: “O Fado já é património imaterial da humanidade”. Sara Pereira, directora do Museu do Fado, estava sentada na sala onde o comité intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) está a votar as candidaturas a património cultural imaterial da humanidade, em Bali, na Indonésia, quando o resultado da votação foi anunciado.
Amália, Carlos do Carmo, Camané e Carminho - é um tesouro do mundo. Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas que também tem muito de universal nos sentimentos que evoca: a dor, o ciúme, a solidão, o amor.

O optimismo à volta da eventual entrada do fado para a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade era grande desde que, em Outubro, a comissão de peritos da UNESCO considerou a candidatura portuguesa “exemplar”, mas vê-la formalizada compensa definitivamente anos de trabalho de uma série de especialistas, músicos e intérpretes.

Foi em 2005 que Portugal começou a preparar mais seriamente esta candidatura que o Museu do Fado, em nome da Câmara Municipal de Lisboa, formalizou junto da UNESCO em Junho do ano passado (tinham passado apenas dois anos sobre a aprovação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial). Mas a ideia, ou o sonho, tem quase 20 anos - surgiu por altura da Lisboa Capital Europeia da Cultura, em 1994, garantiu ao PÚBLICO há dias Ruben de Carvalho, vereador da CDU em Lisboa e um dos que mais apoiaram o projecto desde o início.

Em 2010, o fado apresentou-se à UNESCO como “símbolo da identidade nacional” e “a mais popular das canções urbanas” portuguesas, tendo por embaixadores dois intérpretes que, por motivos bem diferentes, fazem parte da sua história de forma incontestada: Carlos do Carmo e Mariza.

A canção que deve a Amália os primeiros grandes esforços de internacionalização é uma das 49 candidaturas a património imaterial da humanidade que serão avaliadas por delegados de 24 países até dia 29.

A lista do património imaterial - uma designação que abrange tradições, conhecimentos, práticas e representações que fazem a matriz cultural de um país e que, juntas, formam uma espécie de tesouro intangível do mundo - tinha até à reunião de Bali 213 bens de 68 Estados, como o tango ou o flamenco, só para falar em dois exemplos de universos semelhantes. O fado é o primeiro bem português, mas, se tudo correr bem, já não faltará muito para que o cante alentejano lhe faça companhia.

Canelas, Lucinda (2011, Novembro 27). O fado já é Património Mundial. O Público. Extraído em 27 de Novembro de 2011 do sítio do jornal O Público: http://www.publico.pt/Cultura/o-fado-ja-e-patrimonio-mundial-1522758

A OPINIÃO DIFUNDIDA NOS MÉDIA ACERCA DO PATRIMÓNIO E A IMPORTÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO DA UNESCO PARA A SUA UNIVERSALIDADE E DISTINÇÃO


O fado já não é só nosso


Hoje a UNESCO declara o fado como Património Imaterial da Humanidade.


O que isso significa em termos económicos? O Outlook foi à Tasca do Chico, no Bairro Alto, e depois ligou para Bali, na Indonésia, para responder a essa pergunta.

É preciso dizer que seria precisa uma catástrofe para que o fado não fosse este domingo declarado Património Imaterial da Humanidade. É verdade que o VI Comité Inter-Governamental da UNESCO, que analisa e decide sobre as candidaturas, está desde quinta-feira reunido em Bali, na Indonésia, mas também é verdade que o mesmo comité já distinguiu a candidatura portuguesa como "exemplar" - prenúncio de que o fado vai mesmo receber o título. Silêncio - vamos saber o que o país ganha com isso.

À boa maneira portuguesa poder-se-ia dizer que só por termos chegado até aqui já somos vencedores. Mas no meio do fado não se brinca. O que a candidatura portuguesa pretendeu sempre foi a distinção maior - a de "herança cultural intangível", que lhe permite figurar ao lado do flamenco (2009) e do tango (2010) como património do mundo. A candidatura começou a ser pensada pelo então presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, e é hoje defendida com o mesmo empenho por António Costa. Afinal, estamos também a falar da canção de Lisboa.

Essa que se canta às segundas-feiras na Tasca do Chico, no Bairro Alto. E que atira qualquer Beyoncé ou Britney para o fundo da tabela de vendas - em 2009, os quatro artistas que mais venderam em território nacional eram portugueses. E dois eram fadistas. Mariza e Ana Moura dividiram os primeiros lugares com Tony Carreira e Pedro Abrunhosa. E provaram, como outros antes e depois delas, que o fado em Portugal é um bom negócio.

Como prova também a lista de discos de ouro e de platina da Associação Fonográfica Portuguesa - que parece assaltada por fadistas. Só Mariza tem 25 discos de platina em 2010 (conquistados pelos discos "Fado em Mim", "Fado Curvo", "Transparente", "Concerto em Lisboa", "Fado Tradicional" e "Terra"). Também lá estão Amália (com um disco de ouro por "Coração Independente"), Ana Moura com três de platina (por "Para além da saudade")ou Carlos do Carmo (com um disco de platina por "Fado Maestro").

E é por isto, porque o fado é um bom negócio e está em vias de tudo menos de desaparecer, que a candidatura desta canção portuguesa a património mundial não vai trazer qualquer tipo de apoio financeiro ao país. A partir de Bali, o musicólogo e membro da comissão de candidatura Rui Vieira Nery, explica: "Há três programas. O primeiro, que é aquele a que o fado concorreu, é o da lista representativa de património imaterial da Humanidade. O segundo é o da lista de géneros culturais em risco de desaparecimento. O terceiro é o da lista de género com pedidos de apoio à UNESCO. O fado, não correndo riscos de desaparecer, candidatou-se à primeira lista e por isso não irá receber dinheiro da UNESCO".

Então o que é que se ganha? "Vamos ganhar uma exposição pública internacional que é o meio mais valioso que podemos ter. No domingo todos os grandes jornais, revistas e televisões vão estar a falar da candidatura do fado. E isso tem um valor económico em termos de reconhecimento de marca, se quisermos, enorme. Haverá consequências económicas desta candidatura, não há dúvidas", diz Rui Vieira Nery. Victor Gonçalves, vereador pelo PSD na Câmara de Lisboa, e que acompanhou o processo iniciado por Pedro Santana Lopes, também não duvida: "Esta candidatura projecta o país de forma evidente e clara. Será óptimo para o turismo - haverá um movimento de procura que significará um enriquecimento óbvio dos artistas e das casas de fado".

Na Tasca do Chico, o Chico (Francisco Gonçalves) também tem a certeza de que a UNESCO vai dar muito ao fado e ao país. "Vai dar prestígio a um país que está em baixo. Vai trazer mais turistas às casas de fado". Raquel Tavares, uma daquelas jovens fadistas que canta há mais de dez anos, vê mais longe: "O fado está a crescer desde há 15 anos mas ainda tem muito para crescer. Ainda há mercados onde não chegámos. E esta distinção vai ajudar nisso. Vamos chegar a esses mercados com o selo da UNESCO. Vamos chegar à América Latina, por exemplo, e por causa do selo de Património Imaterial da Humanidade as pessoas vão receber-nos sem grandes resistências".

E é isto: nada disto é triste. A menos que o mundo gire ao contrário, o fado vai receber o selo de qualidade da UNESCO. O que é que vai mudar? Ninguém sabe exactamente (o Chico garante que na sua casa, nada), mas toda a gente acredita que será para melhor. E que na hora da consagração toda a gente vai fazer barulho. O barulho da alegria. Porque nada disto é triste, apesar de tudo isto ser fado.

Marques, Ângela (2011, Novembro 27). O Fado já não é Nosso. Hoje a UNESCO declara o fado como Património Imaterial da Humanidade. Jornal Económico. Extraído em 27 de Novembro do sítio web do Jornal Económico: http://economico.sapo.pt/noticias/o-fado-ja-nao-e-so-nosso_132260.html