Mostrar mensagens com a etiqueta Comunicação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comunicação. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade é exemplo de sucesso de Comunicação Corporativa, de Marketing e de Lobby


Entre 22 e 29 de Novembro o 6º Comité Inter-Governamental da Convenção da UNESCO, que decorrerá em Bali, Indonésia, irá deliberar a elevação da canção nacional portuguesa na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Uma candidatura que remonta a 2010, apresentada pela Câmara Municipal de Lisboa, mais concretamente pela Empresa municipal de Gestão dos Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), através do Museu do Fado, em parceria com o Instituto de Etno-Musicologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A candidatura apresentada à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) obriga a um programa que, no caso concreto, aponta, entre outras medidas, para a implementação de um plano de salvaguarda integrada do património do Fado. O documento explana cinco áreas programáticas: Envolvimento da Sociedade Civil (rede de cooperação institucional); Educação/Formação (implementação de Programas Educativos com a participação de artistas, autores, músicos e construtores de instrumentos); Edição/Investigação (programa editorial de fontes históricas, musicais, poéticas, iconográficas, sonoras, outras edições literárias). Completa-se com a dinamização e revitalização de espaços tradicionais de Fado e com acções de promoção no plano nacional e internacional.

Recorde-se que o projecto de candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade foi inicialmente lançado em 2005, após Portugal ter ratificado a convenção da UNESCO para preservar formas de expressão cultural como ritos, danças, músicas, que não entram na classificação de património com corpo físico.

Diz a Convenção para a Salvaguarda do Património Imaterial da Humanidade da UNESCO: «O património cultural imaterial, transmitido de geração em geração, é permanentemente recriado pelas comunidades e grupos em função do seu meio, da sua interacção com a natureza e a sua história, proporcionando-lhes um sentimento de identidade e de continuidade, contribuindo assim para promover o respeito pela diversidade cultural e a criatividade humana».

Desta forma, caso no final de Novembro esta organização conceder o estatuto de património imaterial, o Estado português ficará comprometido a preservar a história e fontes daquele género musical. Entre as obrigações implícitas estará a criação de um arquivo sonoro.

A candidatura tem, ainda, como «embaixadores» os fadistas, Mariza e Carlos do Carmo e na Comissão Científica a participação de Rui Vieira Nery (Presidente, INET-MD), Salwa Castelo-Branco (INET-MD), Sara Pereira (EGEAC/Museu do Fado), apresentando desta forma figuras mediáticas que de uma forma pública expressaram o seu apoio a uma causa que se tornou quase desígnio nacional, em tempos de pouca parra e pouca.

Mesmo que a candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade falhe a eleição (o que é muito pouco provável dado o excelente dossier desenvolvido bem como as críticas altamente positivas de alguns responsáveis ligados à UNESCO) já é em exemplo de sucesso no que diz respeito à organização de uma estratégia concertada de comunicação, senão vejamos:

:: Esta candidatura partiu da iniciativa conjunta da EGEAC , do Museu do Fado, a que se juntou mais tarde o Instituto de Etno-Musicologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, entre outras instituições como o Museu da Amália, várias casas de Fado lisboetas, entre outras, um claro exemplo de comunicação corporativa que uniu vários organismos em torno de um objectivo comum.

:: A candidatura mereceu desde a primeira hora um claro apoio das autoridades locais, regionais, mas sobretudo do governo português que logo disponibilizou meios sobretudo diplomáticos, com o Ministério da Cultura a aplicar-se a fundo, com vista à obtenção de uma classificação que ganhou contornos de desígnio nacional, com objectivos eleitoralistas muito bem delineados, utilizando de uma forma bem elaborada os meios de comunicação, preferencialmente os pertencentes à esfera do Estado, para transmitir à Opinião Pública o acérrimo apoio das várias instâncias do Governo nesta candidatura.

:: A criação de um grupo de trabalho (desde historiadores, músicos, sociólogos) responsável pelo dossier de candidatura que, ao contrário da grande maioria das anteriores candidaturas, desta feita, dos bens culturais e naturais portugueses a Património Mundial foram alimentando continuamente os meios de comunicação social com factos relacionados com a candidatura, numa estratégia bem pensada, primeiro de comunicação interno, com todos os organismo envolvidos a falarem a mesma voz e, segundo, de comunicação externa, ao alimentar através da comunicação social e através de iniciativas de carácter cultural uma opinião pública que cedo (por estar bem informada, dada a enorme avalanche de informação - caso único) abraçou a causa com entusiasmo.

:: O interesse dos média nesta candidatura como possível foco de audiências e de obtenção de apoios publicitários para a organização de programas (muitas vezes de qualidade puramente duvidosa) organizados com o pretexto de promover a candidatura do Fado a Património Imaterial.

:: A opinião pública - que apesar de não saber que o Fado propriamente dito é um fenómeno cultural recente, com cerca de 120 anos de existência, circunscrito inicialmente e unicamente a alguns bairros pobres de Lisboa,e que com toda a certeza absoluta haveria património muito mais valioso para apoiar, preservar e divulgar do que propriamente o Fado, já que mesmo dentro das tradições musicais portuguesas é expressão musical que menos raízes históricas tem - perante tanta informação disponível, tantos apoios e instituições solicitas em querer apoiar a candidatura do Fado, com o Governo profundamente empenhado, também sentiu necessidade de se imbuir nesta onda de entusiasmo que culminará, muito provavelmente, com a eleição, próximo dia 29 de Novembro, do Fado como novo Bem Imaterial da Humanidade

terça-feira, 15 de novembro de 2011

BIBLIOGRAFIA COMPLETA UTILIZADA NA TESE DE DOUTORAMENTO

Fontes Bibliográficas


20111114004924-capa-tesis.png

Bibliografia - Fontes bibliográficas estudadas e citadas no decurso da elaboração da Tese de Doutoramento em Comunicação, Relações Públicas, Publicidade e Protocolo, pela Faculdade de Ciências Socias e da Comunicação da Universidade de Vigo.

Alta Autoridade para a Comunicação Social (2004). Código da Publicidade. Lisboa: Editora Almedina.

Álvarez, Tomás y Caballero Mercedes (1997). Vendedores de imagen. Los retos de los nuevos gabinetes de comunicación, Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica.

Barbosa, Júlio César (2006). O que é a Comunicação Interna. Publicação Interna da Coordenadoria de Relações Públicas da Faculdade Cásper Libero.

Capriotti, Paul (1992). La imagen de la empresa, Barcelona: Consejo Superior de Relaciones Públicas de España.

Carreras Monfort, César (2008) Comunicación y Educación no Formal en los Centros Patrimoniales ante el Reto del Mundo Digital. En Santos M., Mateos Rusillo (Coord.), La Comunicación Global del Patrimonio Cultural. Gijón: Ediciones Trea

Costa, Joan (1999). La comunicación en acción. Informe sobre la nueva cultura de la gestión, Barcelona, Ediciones Paidós Ibérica.

Da Silva, Helena Teixeira (2007, Novembro 29). Recomeçar a Pensar o Porto a partir do 11º Aniversário. Jornal de Notícias.

Desvallés, André (2003). “Que Futuro para os Museus e para o Património Cultural na Aurora do Terceiro Milénio”. Revista Lugar em Aberto.

Diaz Meyer, Gabriel (2008). "Aspectos de la Comunicación Visual y Gráfica en la

Comunicación del Patrimonio Cultural" en Santos M. Mateos Rusillo (Coord.) La
Comunicación Global del Patrimonio Cultural. Gigón: Ediciones Trea.

Enriquez, Carlos Sotelo (2001). Introducción a la comunicación institucional, Barcelona. Editorial Ariel.

Garmendia, Jose A. (1990): Desarrollo de la organización y cultura de la empresa, Madrid, ESIC Editorial.

Gaspar, José Miguel (2007, Dezembro 2). Gosto que o Porto não seja famoso. Jornal de Notícias.

I.B (2003, Maio 7). Seis Concellos de Galicia y Portugal firman en Lugo su participación en Atlante. La Voz de Galicia.

Klein, Naomí (2001). No logo. El poder de las marcas, Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica.

Kotler, Philip (1995). Marketing para o século XXI. São Paulo: Futura.

J. Paisley, William (2001), Public Communication Campaigns: The American Experience em E. Rice, Ronald e K. Atkin, Charles, Public Communication Campaigns. Thousand Oaks: Sage Publications, 3ª Ed..

La Porte, José Maria (2001). Entusiasmar a la Propi Institución, Madrid: Ediciones Internacionales Universitarias.

Loureiro, Rámon (2002, Setembro 24). Ferrol Lidera el Mapa de Candidaturas a Ciudad Patrimonio de la Humanidad. La Voz de Galicia.

Loza, Rui (1996). Porto a Património Mundial. Processo de Candidatura da Cidade do Porto à Classificação pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade, I Volume. Porto: Câmara Municipal do Porto.

Loza, Rui (1997). Porto a Património Mundial. Processo de Candidatura da Cidade do Porto à Classificação pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade II Volume. Porto: Câmara Municipal do Porto.

Marin, Antonio Lucas (1997). La comunicación en la empresa y en las organizaciones, Barcelona: Bosch Casa Editorial.

Martin Algarra, Manuel (1997), Las Campañas de Comunicación Pública,. La Comunicación y Salud como Campo de Estudio em Comunicación y Sociedad, em Comunicación y Sociedad, vol. X, núm 1.

Martín Martín, Fernando (1998): Comunicación Empresarial e Institucional, Madrid, Editorial Universitas.

Maximino, José C. (2008, 23 de Janeiro). PR Aponta Bons Exemplos. Cavaco Silva elogia trabalho da Comissão de Vigilância do Castelo da Feira. Jornal de Notícias

Ministério do Turismo do Brasil (2006). Turismo Cultural, Orientações Básicas. Brasília: Ministério do Brasil.

Monteiro, Ana Cristina, Caetano, Joaquim, Marques, Humberto e Lourenço, João (2006). Fundamentos da Comunicação. Lisboa: Edições Sílabo.

Neder, Cristiane Pimentel (2001). As Influências das Novas Tecnologias de Comunicação Social na Formação Política. Tese de Mestrado não publicada. Escola de Comunicação e Artes da Universidade de S. Paulo.

Nieto, Alfonso e Iglesias, Francisco (2000). La Empresa Informativa. Barcelona: Editorial Ariel.

Nuñez de PRADO, Sara y Braojos Alfonso, Ríos Enrique, Real Elena (1993): Comunicación social y poder. Madrid: Editorial Universitas

Osório, Ermelinda (2007, Dezembro, 5). Rota do Património Mundial do Porto até Salamanca. Jornal de Notícias.

Peixoto, Paulo (2000). O Património Mundial como Fundamento de uma Comunidade Humana e como Recurso das Indústrias Culturais Urbanas. Coimbra: Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Peralta Vázquez, Ruth (2007). “Identidade de Marca, Gestão e Comunicação”. Organicom,7.

Primo, Judite (1999). Museologia e Património: Documentos Fundamentais - Organização e Apresentação. Cadernos de Sociomuseologia. Lisboa: ULHT

Porto Vivo SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana (2008). Centro Histórico do Porto Património Mundial. Plano de Gestão – Volume III (Anexos). Porto: Porto Vivo SRU.

Ramos, Luís A. De Oliveira (2000). História da Cidade do Porto. Porto: Porto Editora. 3ª Edição.

Ramos, Fernando (2002). La comunicación corporativa e institucional. De la imagen al protocolo, Madrid, Editorial Universitas.

Ramos Padilla, Carlos G. (1991). La comunicación. Un punto de vista organizacional, México: Editorial Trillas.

Rebeil Corella, Ma. Antonieta y Ruizsandoval, Célia (1998). El Poder de la Comunicación. México: Plaza y Valdez Editores

Regouby, Christian (1988). La comunicación global. Como construir la imagen de una empresa, Barcelona, Gestión 2000.

Reddi, C.V. Narasimha (2009). Effective Public Relations and Media Strategy. Nova Deli: Prentice Hall of India.

Rodrigues (1999). Adriano Duarte, Comunicação e Cultura. A experiência cultural na Era da Informação, Lisboa: Editorial Presença.

Román Portas, Mercedes (1997). Historia de La Voz de Galicia (1882-1939). Vigo: Servicio de Publicacións da Universidade de Vigo.

Sacadura, João & Cunha, Rui (2006). Património da Humanidade em Portugal. Vol II. Lisboa. Editorial Verbo.

Sanabria, Benigno E. Alicea (2003). Comunicación Empresarial Ejecutiva. Porto Rico: Centro de Competências da Comunicação da Universidade de Porto Rico.

Santos, Gilmar (2005). Princípios da Publicidade. Belo Horizonte: Edições UFMG.

Santos M., Mateos Russilo (2008). "Hacia una Comunicación Global del Patrimonio Cultural, o como Potenciar su Uso Fomentando su Preservación" en Santos M. Mateos Rusillo (Coord.) La

Comunicación Global del Patrimonio Cultural. Gigón: Ediciones Trea

Saramago, José (1990). Memorial do Convento. Lisboa. Caminho-O Campo da Palavra.

Sotelo Enríquez, Carlos (2001). Introducción a la Comunicación Institucional. Barcelona: Editorial Ariel.

Targino, Maria das Graças (2009). Jornalismo Cidadão: Informa ou Deforma? Brasília: Unesco.

Ulmidge, Richard Dixon (1982). The Development of Scientific and Cultural Contents in Television. Atlanta. Social Studies Events.

UNESCO, Comissão Nacional (1992), O que é: A Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural. Lisboa: C.N. UNESCO.

UNESCO (1972). Convention concerning the Protection of the World Cultural and Natural Heritage. Paris: UNESCO.

UNESCO (1996). Report of the 20th Session of the Committee. Paris. UNESCO.

UNESCO (2000), Public Infokit – World Heritage. Paris. UNESCO.

UNESCO (2003). Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. Paris: UNESCO

UNESCO (2009). World Heritage Information Kit. Paris: World Heritage Center

Urzáiz y Fernández del Castillo, Jaime de (1997). De las relaciones públicas a la comunicación social integral, Madrid: Editorial San Martín.

Van Riel, Cees (1995). Principles of Corporate Communication. Hempstead. Prentice Hall.

Viana, Francisco (2001). De cara com a Mídia / Comunicação corporativa, relacionamento e cidadania. São Paulo: Negócio Editora.

Vitorino, Manuel (2007, Novembro 30). Padre Jardim denuncia pressão. Jornal de Notícias.

Weil, Pascale (1992). La Comunicación Global. Comunicación Institucional y de Gestión. Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica

O INTERESSE DOS MEDIA PELO PATRIMÓNIO MUNDIAL

Elevador do Bom Jesus a

Património Mundial

Braga pode orgulhar-se de ter o único elevador do Mundo movido a água. Daí que o elevador - como a própria estância do Bom Jesus - reclama vir a ser património mundial. Uma ideia que, por enquanto, não passa de uma intenção da Confraria do Bom Jesus que pondera, a médio prazo, apresentar uma candidatura à UNESCO, atendendo à noção da importância e riqueza patrimonial daquele ex-líbris bracarense.

O padre Cândido Pedrosa defende a classificação mundial daquela estância turístico-religiosa, um processo que avançará para a UNESCO, logo após a concretização - em curso - do projecto de requalificação urbanística do Bom Jesus. "Há muita coisa a fazer antes de iniciar este processo, porque temos a consciência que seria também uma grande responsabilidade para a confraria", disse.

O elevador é uma das ofertas turísticas mais procuradas no Bom Jesus, que, no último ano, foi objecto de reparação. Apesar de velhinho (inaugurado em 25 de Março de 1882), o ascensor mantém a sua traça original, sendo constituído por duas carruagens - uma que sobe, outra que desce, num percurso inclinado de aproximadamente 300 metros -, a relembrar as velhas carcaças ferroviárias. O seu segredo está na engenharia hidráulica (movido a água).

Jornal de Notícias (2011). Elevador do Bom Jesus a Património Mundial. Extraído em 5 de Agosto de 2011 do sítio do Jornal de Notícias: http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=540506