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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Promoção do Património Mundial; Parceria entre Instituições Públicas e Privadas na Divulgação do Património

Mudéjar Cathedral of Teruel


Teruel Celebra la "Singularidad" de su Patrimonio de la Humanidad

Teruel, 23 nov (EFE).- La ciudad de Teruel celebrará a partir del viernes el 25 aniversario de la Declaración del Mudéjar-Teruel como Patrimonio de la Humanidad, con el orgullo de saber que la UNESCO concede este título de forma "muy restrictiva".

Exposiciones, conciertos, jornadas de puertas abiertas, visitas guiadas o espectáculos de luces figuran entre las actividades con las que Teruel conmemorará la declaración efectuada el 28 de noviembre de 1986 por la Organización de la ONU para la Educación, la Ciencia y la Cultura.

El alcalde de Teruel, Manuel Blasco, acompañado, entre otros, por el director general de Patrimonio Cultural, Javier Callizo, ha presentado hoy el programa de actos organizados, del 25 al 28 de noviembre, para conmemorar esta efemérides.

Para Callizo, la declaración del mudéjar de Teruel como patrimonio universal fue algo que marcó "un antes y un después" porque hace 10 años se extendió esta declaración a todo Aragón con la bandera turolense como estandarte.

La UNESCO es "muy restrictiva" a la hora de otorgar este título, ha dicho Callizo a Efe.

"Si el complejo no es extraordinariamente singular, si no es representativo, si está en muchos sitios, es difícil que se declare patrimonio" y por ese motivo "hay que estar orgullosos" de la declaración, ha agregado.

El conjunto Mudéjar de Teruel, formado por las cuatro torres (las de San Martín, San Pedro, El Salvador y la Torre de la Catedral), el cimborrio y la techumbre de la seo, son los elementos que la UNESCO declaró como Patrimonio Mundial.

"Una cosa son ciudades que contienen elementos de patrimonio y otra son ciudades patrimonio", ha explicado Callizo, quien ha señalado que "hay mucha confusión en este tema" y en el caso de Teruel "la ciudad no es patrimonio sino algunas de sus obras".

"Para que Teruel fuera Patrimonio de la Humanidad, todo el conjunto urbano tendría que ser singular, armónico, con una homogeneidad en el tratamiento urbanístico o representativo de una época" ha explicado.

El director general de Patrimonio Cultural ha señalado que el conjunto Mudéjar de Teruel cumple así las características de "singularidad y representatividad a escala mundial", criterios que fueron los exigidos por la UNESCO.

En la misma línea se ha expresado Diego Hernández, gerente de la Torre de El Salvador, la primera que se abrió al público en abril de 1993, para quien esta noticia hace 25 años supuso "descubrir que algo que creemos que es normal resulta que es extraordinario", ha dicho a Efe.

Para Hernández, la clave de que el mudéjar de Teruel sea considerado "un valor universal excepcional" son "su cerámica vidriada con colores blanco, azul, verde y su decoración, rasgos que lo diferencian del arte mudéjar de otras ciudades de España".

El concepto de Patrimonio de la Humanidad o Patrimonio Mundial, fue reconocido oficialmente por la UNESCO en 1972 en París. Todo este patrimonio lo componen los monumentos, conjuntos y parajes que poseen un valor universal excepcional.

El objetivo de este programa es catalogar, preservar y dar a conocer sitios de importancia cultural o natural excepcional para la herencia común de la Humanidad.

El acto institucional del 25 aniversario tendrá lugar el próximo lunes en la catedral, cuya techumbre ha sido denominada 'la Capilla Sixtina del mudéjar', en el que habrá intervenciones de las autoridades y la orquesta filarmónica interpretará el concierto mudéjar de Antón García Abril. EFE

domingo, 20 de novembro de 2011

ANEXOS PUBLICADOS NA TESE DE DOUTORAMENTO



Jornal de noticias

Turismo/Cultura: Especialistas nacionais e internacionais debatem papel do património cultural na promoção turística - 2008-10-30

Lisboa, 31 Out (Lusa) - A importância do património cultural na promoção turística vai estar a partir de hoje em debate, durante um seminário internacional que irá reunir vários especialistas dos dois sectores, autarcas, historiadores, arquitectos e associações de agências de viagens, entre outros.

Um dos projectos que será apresentado hoje no "Touring and Heritage/Turismo e Património", que irá decorrer até sábado em Tomar, é o Roteiro Turístico do Património Mundial, que estará disponível ao público "antes do final do ano", revelou à Lusa Luis Patrão, presidente do Turismo de Portugal, entidade que organiza o seminário.

Este Roteiro está integrado na promoção de itinerários na região dos mosteiros classificados como Património da Humanidade, de Alcobaça, Batalha e Tomar. O 'touring' cultural e paisagístico já é o segundo produto mais procurado pelos turistas estrangeiros que vêm a Portugal, mas pode atrair mais visitantes, estando prevista a realização de programas de valorização de circuitos turísticos, salientou Luis Patrão.

Visando concretizar a aposta no 'touring' cultural e paisagístico, Luís Patrão afirmou que será apresentado, no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), um "conjunto de programas de natureza cultural e turística", nomeadamente para valorização do património existente e de circuitos turísticos.

Luís Patrão salienta que as estimativas existentes apontam para que "cerca de um quarto [25 por cento] dos turistas que vêm a Portugal" são atraídos pela vertente cultural, mas espera poder trazer mais visitantes para apreciar os monumentos, cultura e tradições nacionais.

O turismo cultural é um produto "com força" mas mal aproveitado, sendo necessária a conjugação de esforços de várias entidades para tornar possível a sua venda nos mercados nacional e internacional, defendeu à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

João Passos considera que o turismo cultural "tem um peso pequeno" na actividade turística em Portugal porque "não há centralização de esforços para o tornar um produto vendível". Assim, "é complicado fazer qualquer promoção do produto, nomeadamente no mercado internacional", defendeu.

O director-geral da Confederação do Turismo Português (CTP), Sérgio Palma Brito, afirmou, por seu lado, que até há um aproveitamento turístico do património histórico e religioso, principalmente em algumas regiões, mas concorda que "tem capacidade para se desenvolver mais".

Já para o director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), Elísio Summavielle,"o turismo cultural está a ter cada vez mais procura e esta aliança com o património é bem-vinda", observou em declarações à Agência Lusa.

O responsável do IGESPAR destacou que os monumentos constituem "a parte física de um património português mais global muito rico, que inclui as culturas locais, o artesanato, a gastronomia, e os saberes".

"É necessário saber coser estas riquezas e estimular todos os responsáveis para que o património se aproxime ao turismo", defendeu, salientando ainda que, com este seminário em Tomar, pela primeira vez se reúnem entidades "de uma forma concertada" para abordar o tema.

"Queremos criar sinergias entre várias entidades e atrair o turismo com uma oferta de eventos que permitirão o convívio da criação contemporânea com o antigo", sustentou.

Os museus "são um elemento fundamental na captação de turismo cultural" no país, defendeu também à Agência Lusa o director do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), Manuel Bairrão Oleiro.

"Há um grande crescimento do interesse no turismo cultural em Portugal", comentou Manuel Bairrão Oleiro, admitindo que "ainda há muito trabalho a fazer para divulgar as colecções" dos 28 museus e seis palácios nacionais do país tutelados pelo organismo que dirige.



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ANEXOS PUBLICADOS NA TESE DE DOUTORAMENTO - Carta do Turismo Cultural ICOMOS 1976


Carta de Turismo Cultural ICOMOS (International Council on Monuments and Sites) de 1976

Introdução

1) ICOMOS tem como objetivo promover os meios para salvaguardar e garantir a conservação, realce e apreciação dos monumentos e sítios que constituem uma parte privilegiada do patrimônio da humanidade.

2) Em virtude dele, sente-se diretamente concernido pelos efeitos - tanto positivos como negativos - sobre o mencionado patrimônio derivados do desenvolvimento extraordinariamente forte das atividades turísticas no mundo. ICOMOS é consciente de que hoje, menos que nunca, o esforço vindo de qualquer organismo, por muito poderoso que seja em seu âmbito, não pode influir decisivamente no curso dos acontecimentos. Por essa razão tem que se levar em conta uma reflexão conjunta com as grandes organizações mundiais ou regionais que, de uma forma ou de outra, dividem estas preocupações e que desejam contribuir a aumentar um esforço universal, coerente e eficaz.

3) Os representantes dessas entidades, reunidos em Bruxelas (Bélgica), em 8 e 9 de novembro de 1976, no Seminário Internacional de Turismo Contemporâneo e Humanismo, entraram em acordo no seguinte:

Postura Básica

1) O turismo é um feito social, humano, econômico e cultural irreversível. Sua influência no campo dos monumentos e sítios é particularmente importante e só pode aumentar, dados os conhecidos fatores de desenvolvimento de tal atividade.

2) Contemplado com a perspectiva dos próximos vinte e cinco anos, dentro do contexto dos fenômenos expansivos que afronta o gênero humano e que podem produzir graves conseqüências, o turismo aparece como um dos fenômenos propícios para exercer uma influência altamente significativa no entorno do homem em geral e dos monumentos e sítios em particular. Para que resulte tolerável, a dita influência deve ser estudada cuidadosamente, e ser objeto de uma política concertada e efetiva a todos os níveis. Sem pretender fazer frente a esta necessidade em todos os seus aspectos, se considera que a presente aproximação, limitada ao turismo cultural, constitui um elemento positivo para a solução global que se requer.

3) O turismo cultural é aquela forma de turismo que tem por objetivo, entre outros fins, o conhecimento de monumentos e sítios histórico-artísticos. Exerce um efeito realmente positivo sobre estes tanto quanto contribui - para satisfazer seus próprios fins - a sua manutenção e proteção. Esta forma de turismo justifica, de fato, os esforços que tal manutenção e proteção exigem da comunidade humana, devido aos benefícios socioculturais e econômicos que comporta para toda a população implicada.

4) Sem dúvida, qualquer que seja sua motivação e os benefícios que possui, o turismo cultural não pode estar desligado dos efeitos negativos, nocivos e destrutivos que acarreta o uso massivo e descontrolado dos monumentos e dos sítios. O respeito a estes, ainda que se trate do desejo elementar de mantê-los num estado de aparência que lhes permita desempenhar seu papel como elementos de atração turística e de educação cultural, leva consigo a definição; o desenvolvimento de regras que mantenham níveis aceitáveis. Em todo caso, com uma perspectiva de futuro, o respeito ao patrimônio mundial, cultural e natural, é o que deve prevalecer sobre qualquer outra consideração, por muito justificada que esta se paute desde o ponto-de-vista social, político ou econômico. Tal respeito só pode assegurar-se mediante uma política dirigida à doação do equipamento necessário e à orientação do movimento turístico, que tenha em conta as limitações de uso e de densidade que não podem ser ignoradas impunemente. Além do mais, é preciso condenar toda doação de equipamento turísticos ou de serviços que entre em contradição com a primordial preocupação que há de ser o respeito devido ao patrimônio cultural existente. Bases de Atuação Fundamentando-se no que foi dito anteriormente:

1) Por uma parte as entidades representativas do setor turístico e, por outra, as de proteção do patrimônio natural e cultural, profundamente convencidas de que a preservação e promoção do patrimônio natural e cultural para o benefício da maioria somente se pode cumprir dentro de uma ordem pelo qual se integram os valores culturais e os objetivos sociais e econômicos que formam parte da planificação dos recursos dos Estados, regionais e municípios;

2) Tomam nota, com o maior interesse, das medidas formuladas nos apêndices desta declaração, que cada um deles está disposto a adotar em sua esfera de influência;

3) Fazem um chamamento aos Estados para que estes assegurem uma rápida e enérgica aplicação da Convenção Internacional para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural adotada em 16 de novembro de 1972, assim como da Recomendação de Nairobi;

4) Confiam em que a Organização Mundial de Turismo, em cumprimento de seus fins, e a UNESCO, no marco da mencionada Convenção, realizem o maior esforço possível, em colaboração com os organismos signatários, e com todos aqueles que no futuro se adirão, para assegurar a aplicação da política que as ditas entidades têm definido como a única capaz de proteger o gênero humano dos efeitos do incremento de um turismo anárquico cujo resultado é a negação de seus próprios objetivos;

5) Expressam seu desejo de que os Estados, por meio de suas estruturas administrativas, as organizações de operadores de turismo e as associações de consumidores e usuários adotem todas as medidas apropriadas para facilitar a informação e formação das pessoas que planejam viajar com fins turísticos dentro e fora de seu país;

6) Conscientes da extrema necessidade de modificar a atual atitude do público em geral sobre os grandes fenômenos desencadeados pelo desenvolvimento massivo do turismo, desejam que, desde a idade escolar, as crianças e os adolescentes sejam educados em conhecimento e em respeito pelos monumentos e sítios e o patrimônio cultural, e que todos os meios de comunicação escrita, falada ou visual exponham ao público os componentes deste problema, com o qual contribuam de uma forma efetiva à formação de uma consciência universal;

7) Unanimemente prestos à proteção do patrimônio cultural que é a verdadeira base do turismo internacional, se comprometem a ajudar na luta iniciada em todos as frentes contra a destruição deste patrimônio por todo tipo de contaminação; e, ao efeito, se apela aos arquitetos e expertos científicos de todo o mundo para que os mais avançados recursos da moderna tecnologia sejam postos a serviço da proteção dos monumentos.

8) Recomendam que os especialistas chamados a planejar e levar a cabo o uso turístico do patrimônio cultural e natural recebam uma formação adaptada à natureza multidisciplinar do problema e participem, desde seu começo, na programação e realização dos planos de desenvolvimento e equipamento turístico;

9) Declaram solenemente que sua ação tem como fim o respeito e a proteção da autenticidade e diversidade dos valores culturais, tanto nos países e regiões em vias de desenvolvimento como nos industrializados, e há que a sorte do patrimônio cultural da humanidade é realmente idêntica ante a perspectiva do provável desenvolvimento e expansão do turismo.

Fonte: PRIMO, Judite. Museologia e Patrimônio: Documentos Fundamentais - Organização e Apresentação. Cadernos de Sociomuseologia/ n.º 15, Págs.153-156; ULHT, 1999; Lisboa, Portugal. / Tradução de Judite S. Primo e Daniella Rebouças Silva. [1]


[1] ICOMOS (1976) Carta do Turismo Cultural. Extraído a 9 de Outubro de 2011 do sítio da Revista Museu: http://www.revistamuseu.com.br/legislacao/turismo/tur_cultural.asp